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sábado, 24 de setembro de 2011

12:00


Ouço um toque
Mais uma batida
Uma pequena
Melodia
No meio do dia
Ao meio dia
Uma boa nova
Boa notícia
Mais alegria
Outra batida
Acelerada
Pulsante
Disparada
O coração canta
O meu? O seu?
Não!
O nosso!
Unidos noutra badalada
Você. Eu.
Uma vida!
Dois
Um

Vem


Você vem?
Vem sim!
Vem pra mim!
Para o meu braço
Para um abraço
Para mais um dia
Sem fim!

Tenha escrito


Muita coisa, muita produção
Tanta palavra escrita sem direção

É a criação? É a vontade?
Talvez a pressa da idade.

Vou ditando, vou dizendo, talvez muita porcaria
O que importa é que pus para fora tudo o que eu diria

Irei um dia me arrepender de tudo isso ter escrito?
Espero que não. Se arrepender que seja depois de ter morrido!

Poema


Um poema lido,
Avaliado, estudado, estruturado.
Estou calado, mas desatento
Mergulhado nesse momento
Inspirado a grafar
Palavras interiores que hão
De relatar o oculto.
O lado profundo
De minha pretensão
De conquistar um posto.
Um ligar à luz.
Quero desfrutar, um dia,
Das pilhas traçadas
Por minha imaginação
Centenas de milhares
De laudas preenchidas.
Com vida.
Um poema é mais
Uma folha na soma
Do grande monte.

Vontade


Uma vontade
Uma saudade
O trajeto
Percorrendo,
Lendo,
Caminhando
Sem pressa.
E a vontade?
Não passa
Nem se esquece.
Quero?
Quero sim.
Mas está longe
De mim.
E percorrendo,
Todo o longo caminho,
Vou ficando sozinho
Afastado e distante
De teu semblante.
Do teu abraço
Do teu regaço.
E a vontade?
Passa como se tivesse
Dado um trago.
Mas um trago vazio
No vento, nem tão frio,
Escorre na noite
Aquela lembrança
Fica na saudade
A minha vontade
De ti.

Outro Verso


Claro, claro que tenho.
Sim, talvez até demais
Um amor descabido
De meu lastro.
Acima deste.
Voluptuosa vontade de traçar,
Trançar por entre linhas
Minhas distorcidas
Letras irregulares.
Corre a esferográfica
Veloz e pausadamente
Interligada e também
Parada.
Pula e salta de uma
Volta ou traço.
Tantas letras juntadas
Agarradas e enclausuradas
Apenas para dar
Lugar
Àquilo que vou expressar
A louca e desmedida
Necessidade de contar
Ao papel
O amor singelo,
Este também dado
Ao outro,
Mas também
O desvairado amor
Em compor
Outro verso:
Este.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Desabafo de um dia...

Vida de bosta
Vida de merda
Não me importa
a sua patada

Não entregarei meus pontos
Estarei sempre aqui,
pronto para a
próxima rodada!